21  3540-1229

Informações:

                    Cientistas pesquisadores da Universidade de Harvard, detentores do método de criolipólise, perceberam que crianças que tomavam muito sorvete tinham mais covinhas que aquelas que não tinham este hábito. A partir disso resolveram estudar o efeito do gelo no organismo e descobriram que, em contato com temperaturas muito frias, ocorria a morte celular.Com base nesta premissa, as células de gordura são mais facilmente danificadas pelo resfriamento do que as células da pele, aplicando temperaturas baixas para o tecido através de condução térmica. Os estudos mostraram que o tecido adiposo que é resfriado abaixo da temperatura corporal sofre morte celular localizada seguido por uma resposta inflamatória local, que, ao longo de dois meses, promove a redução das células de gordura.

                   Acredita-se que o equipamento induz uma paniculite lobular (inflamação do tecido subcutâneo) causando a cristalização dos lipídeos nos adipócitos, induzindo a apoptose dessas células, o que estimula o aparecimento do infiltrado inflamatório inicial e posteriormente a fagocitose por macrófagos.
Essas alterações nas células podem ser notadas histologicamente após o segundo dia de tratamento onde já podemos encontrar infiltrado inflamatório misto, composto de neutrófilos e células mononucleares.

                   Após  a primeira semana da aplicação o infiltrado se torna mais denso e observa-se importante paniculite lobular. Nesta primeira semana os sinais clássicos como dor, rubor, calor e edema podem estar presentes. A dor pode ser controlada a base de analgésicos, se houver necessidade.
Até os 15 primeiros dias o infiltrado atinge seu pico máximo. Neste momento, os adipócitos estão envolvidos por histiócitos, neutrófilos, linfócitos e outras células mononucleares.

                  Nos próximos 30 dias o infiltrado ira se tornando monocelular, mais característico de um processo de fagocitose. Os macrófagos começam a fagocitar e digerir os adipócitos apoptóticos, facilitando sua eliminação.

                  Finalmente, os lóbulos de tecido subcutâneo diminuem de tamanho e os séptos fibrosos constituem o maior volume do tecido subcutâneo. Clinicamente isso corresponde a diminuição da camada de gordura. Outras justificativas para esse mecanismo de ação seria a oxidação e morte celular decorrente da vasocontricção causada pelo frio e a alterações que ocorrem nas proteínas de superfície dos adipócitos, quando submetidos ao frio, que não conseguem ressintetizar-se sofrendo apoptose e morte prematura das células. A comprovação dessa apoptose é demostrada por estudos imuno histoquímicos que revelam a presence de caspase-3 (enzima) na área da aplicação. Um importante marcador da apoptose (morte celular programada).

                  As vias de eliminação ainda não foram bem estabelecidas. Supoe-se três vias: A primeira , através do sistema linfático. A segunda, através do fígado, onde a gordura e os restos celulares são metabolizados e eliminados pelas fezes e a Terceira, seleciona uma pequena quantidade para ser reaproveitada para formar hormônios sexuais. Embora este mecanismo ainda não esteja totalmente explicado.   

                 Exatamente pelo fato dos adipócitos serem fagocitados, a liberação local de gordura é desprezível, quase não havendo liberação local de gordura, o que torna o procedimento bastante seguro, mesmo em indivíduos com algum grau de comprometimento hepático.

                A gordura permanence sequestrada dentro do adipócito até serem digeridas e varridas pela inflamação natural que ocorre no local da paniculite.
                É indicada para áreas pequenas onde há bolsas de gordura localizada, como aquelas resistentes que insistem em ficar, mesmo quando o paciente faz muita atividade física e dieta. O equipamento elimina até 30% da gordura em um período de 2 meses após a primeira sessão. A flacidez tecidual avançada é um fator que contraindica a sua aplicação.